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    Novidades na Genetica

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    Novidades na Genetica

    Mensagem  Admin em Qua Maio 12, 2010 7:13 am

    A pesquisa médica está passando por um mar de mudanças em sua abordagem da relação entre genes e doenças. Em vez de caçar genes mutantes individuais - um processo difícil e dispendioso -, os pesquisadores estão com maior freqüência recorrendo a uma técnica ousada, através de computador, que permite um rastreamento rápido e barato de vastas regiões do DNA, em busca de anomalias que podem tornar as pessoas mais suscetíveis a doenças ou mesmo provocá-las diretamente.

    Ainda não é uma ferramenta de diagnóstico, mas a chamada pesquisa "de associação ampla de genoma" produziu nos últimos meses resultados dramáticos, ligando trechos até então inexplorados de terreno genético a causas de mortes comuns como doença cardíaca e diabetes.

    "Nós costumávamos segurar uma única lâmpada" sobre um gene suspeito, disse Francis S. Collins, diretor do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano. "Agora podemos iluminar toda uma rua e analisar o genoma inteiro". As descobertas são fruto de dois enormes projetos concluídos nesta década, o mapeamento do genoma humano - que mostrou como os seres humanos são semelhantes entre si, com cada pessoa possuindo DNA 99,9% idêntico - e, igualmente importante, o mapeamento da variação genética humana, concluído em 2005.

    As regiões de variação, embora pequenas em relação ao restante do genoma, carregam 10 milhões de "snippets" (fragmentos) de material genético que variam de indivíduo para indivíduo. Essas partes, conhecidas como polimorfismos de nucleotídeo único, ou SNPs na sigla em inglês (pronuncia-se "snips"), causam características benignas como olhos verdes ou cabelos ruivos. Mas também são abrigos de doenças.

    Em uma descoberta anunciada no mês passado pelo Broad Institute of Harvard and MIT, pesquisadores usaram a tecnologia de SNPs para identificar variações genéticas ligadas à forma mais comum de diabetes. Foi um grande avanço na revelação das origens genéticas da doença, porque os defeitos ocorriam em áreas de "DNA lixo" há muito relegadas como insignificantes, segundo David Altshuler, professor de medicina em Harvard e líder da equipe de pesquisadores do Broad.

    As descobertas só foram possíveis por causa de uma poderosa técnica que usa "chips" do tamanho de unhas recobertos de DNA. Cada chip pode carregar até meio milhão de SNPs, permitindo que os pesquisadores analisem grandes expansões do DNA de um indivíduo em segundos, por baixo custo. Os resultados, por sua vez, podem ser rapidamente comparados com chips de SNP contendo material genético de dezenas de milhares de outros indivíduos.

    Assim, comparando o DNA de milhares de pessoas portadoras de doença cardíaca ou diabetes, por exemplo, com o DNA de indivíduos saudáveis, os pesquisadores podem rapidamente descobrir variações genéticas comuns aos que têm a doença e ausentes nos que não a têm.


    Fonte: NT - adaptado de Uol - 01/06/07
    Postado por: FK - 18/05/09

      Data/hora atual: Seg Dez 18, 2017 11:25 am